Sexta-feira, 15 de Maio de 2009

Uma vez, em conversa com o professor Ivo de Castro, fiquei a saber que o português do tempo de Camões, com as suas vogais mais abertas, estaria mais próximo do actual brasileiro do que do português actual. Foi nisso que pensei quando desafiei a Sílvia Pfeifer para ler este soneto tão tão conhecido.

É uma das mais belas versões que eu já ouvi deste soneto, na musicalidade do sotaque e da voz da Sílvia, e na forma despojada e simples como ela o diz. Aliás a Sílvia acabou por participar em vários dos "Isto Não é Um Recital de Poesia", uma série de recitais que fomos fazendo nos últimos anos, e revelou-se uma leitora absolutamente brilhante na sua elegância musical.

  

       

 


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Nuno Artur Silva às 15:00 | link do post | comentar

2 comentários:
De m4nu-sk3tch a 16 de Maio de 2009 às 02:33
O vídeo é muito bom mesmo.
Obrigado por partilhá-lo.


De Rafeiro Perfumado a 23 de Maio de 2009 às 10:25
Eu e a poesia temos uma incompatibilidade qualquer, assim ao nível de um político conseguir manter-se honesto perante um orçamento não fiscalizado. Tenho pena, porque vejo tanta gente a delirar com sonetos, catetos e outros "etos" que desconfio estar a perder uma grande fonte de prazer.


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