Quinta-feira, 2 de Julho de 2009

A minha estreia profissional como argumentista de televisão aconteceu a convite do José Pedro Gomes e do Miguel Guilherme, em 1990. Tinha de escrever um sketch por semana para o programa do Joaquim Letria. Ao fim de umas semanas o Miguel Guilherme saiu para fazer um filme e deu lugar ao António Feio. Foi aí que começou a dupla Zé Pedro e António, para a qual tive o prazer de ser o primeiro argumentista e com a qual fiz inúmeros trabalhos, em televisão e teatro, quer como argumentista, quer como director criativo ou produtor.

Um dos projectos de que gostei mais foi a série Paraíso Filmes, que fizemos para a RTP. A minha proposta inicial era fazermos uma série sobre o universo dos cursos de auto-ajuda e os livros que ensinam os dez passos para a felicidade. Mas o Zé Pedro e o António não estavam convencidos. Num almoço com o Zé Pedro, o António e o Diamantino Ferreira, que era o produtor, surgiu-me a ideia da Paraíso Filmes, que depois haveria de ser desenvolvida de forma delirante pela equipa de argumentistas, que incluía o Nuno Markl, o Filipe Homem Fonseca, o Eduardo Madeira e o Henrique Cardoso Dias. Foi um relativo flop de audiências mas, com o tempo, tornou-se uma série de culto. Nunca será editado em DVD, por questões relacionadas com os direitos de autor das músicas. A PFtv, em colaboração com a RTP, abriu um canal onde os episódios podem ser vistos. É aqui.

 

Sugiro que comecem por este.

 

 

Julgo que este é o meu favorito.

 


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Nuno Artur Silva às 16:48 | link do post | comentar

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