Quinta-feira, 6 de Agosto de 2009

No meio destes anos todos em que ocupava a minha vida a escrever, editar ou produzir sketches de humor, de vez em quando fazia coisas radicalmente diferentes. Como por exemplo uma letra para um fado. No fundo é só uma variação de humor.

A letra era esta. O Mário Laginha fez a música e a Maria João cantou.

Podem ouvir aqui.

 

fado do coração errante

 

errando a noite inteira

num incerto vaguear

eu quero só perder-me

no corpo que encontrar 
 

o acaso é o meu destino

é um verso no instante

esplendor que não domino

do corpo sempre errante.

não sei se é uma miragem

é a sina de uma sede

o encontro é uma chama

que o dom do acaso acende

 

eu posso não estar certo

se o certo é não errar

eu erro a noite inteira

sem a noite encontrar.

no fundo do encontro

é mais funda a solidão

sou infiel ao mundo

e fiel à sedução.

da noite quero o jogo,

o perfume e a melodia

e o incêndio do ardil

que arde até ser dia.

 

não sei se é um feitiço

é o enredo do coração.

estou preso na vertigem

que liberta o coração.

 

eu posso não estar certo

se o certo é não errar

eu erro a noite inteira

sem a noite encontrar.

eu posso não estar certo

se o certo é não errar

eu erro a noite inteira

sem a noite encontrar.

eu erro a noite inteira

sem a noite encontrar.
 


Arquivado em:

Nuno Artur Silva às 10:11 | link do post

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