Sexta-feira, 31 de Julho de 2009

Este domingo a RTP1 exibe o último episódio da terceira série d’Os Contemporâneos. Para a semana haverá os habituais best ofs e bloopers e depois férias.
Ironicamente, em Setembro, a maioria os actores d’Os Contemporâneos estará a fazer clássicos. Sketches de Aristófanes encenados por Luís Miguel Cintra, no Teatro São Luiz. Novos Contemporâneos, a haver, só em 2010. Quem quiser rever, tem as duas primeiras séries em DVD ou o site da série, aqui, onde se encontram sketches como este, da semana passada, sobre as tendências deste Verão da programação portuguesa.

 

 

Aproveito aqui o fim da terceira série d’Os Contemporâneos para fazer um flashback a outras séries de humor para as quais fiz direcção criativa ou geral. A primeira foi esta, que saiu agora em DVD. Este extracto inclui uma interpretação melancólica do conceito “25 de Abril Sempre”, que eu propus e que o Miguel Guilherme brilhantemente interpreta. É logo a seguir à delirante interrupção do frenético Joaquim Monchique na pele de um contestatário da alienação televisiva, que consegue uma surpreendente adesão dos entertainers a partir do momento em que transforma o manifesto num refrão vagamente cantável.

 

 

Sobre este segmento, escrito pelo Rui Cardoso Martins e o José de Pina, a partir de um conceito desenvolvido pela equipa de autores, em brainstorming: um grupo de conspiradores do Norte que quer fazer uma Expo97 antes da Expo98 de Lisboa, uma nota só para dizer que quando o imaginámos sempre pensámos que devia ser representado de maneira sóbria, no estilo do Yes, Minister. Quando o Herman dirigiu os actores (um quarteto irrepetível – Zé Pedro, Miguel, Rueff e o próprio Herman) numa linha radicalmente oposta, tipo Irmãos Marx ou Benny Hill, ficámos em estado de choque. É claro que, depois de ver, imediatamente concordámos que a versão dele era muito melhor e resulta de forma hilariante.

 

 

Polaroid da época, com a equipa de autores:


Em 2001 e 2002, quase em simultâneo, no mesmo estúdio mas para canais diferentes, fizemos duas séries que não sendo um êxito de audiências, muito pelo contrário, mas por razões diferentes, acabaram ambas por se tornar séries de culto. Primeiro, a Paraíso Filmes, de que já fiz referência aqui. Depois o Programa da Maria. É curioso, retrospectivamente, ver a evolução de algumas ideias de uns programas para os outros, ver como as equipas de autores se vão misturando, bem como observar a passagem de alguns actores de uns elencos para os outros.

 

Da Paraíso Filmes deixo aqui o link para o Agente L123, um agente secreto nacional que actua na Coroa de acção do passe social L123, e para o Shôr Anibal, que não tem nada a ver com o filme americano Hannibal, sobre um psicopata que é um grande malandro.

 

Do Programa da Maria deixo aqui um sketch que explica aos jovens o que é um livro e que tem a curiosidade de ser a primeira vez que actuaram em dupla o Nuno Lopes com a Maria Rueff, para além do jovem ser figurado pelo Pedro Tochas, que teve nesta série uma das suas raras presenças televisivas.



 

E este, com a popular Dona Rosete e a sua pregação sobre as virtudes da programação televisiva.



 

Finalmente, a estreia do grupo Manobras de Diversão. Vídeo gravado pela equipa dos Até ao Fim do Mundo (que agora realiza e edita os Contemporâneos) na Feira do Livro de Lisboa, com a estreia do Bruno Nogueira, em interacção com transeuntes reais, e depois com o Marco Horácio como speaker da feira. Nunca foi emitido, existe em DVD como parte integrante do livro Manobras de Diversão, da Oficina do Livro.

 


 

 

 

 

As Manobras de Diversão incluíam, para além do Bruno Nogueira e do Marco Horácio, o Manuel Marques e as actrizes Carla Salgueiro, Sofia Grilo e Sandra Celas. Para além da nossa muito especial figurante e contra-regra Ana Ribeiro. Um dos sketches mais populares era esta muito especial boys band, onde a química entre os três actores estava ao rubro, por assim dizer.

 


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Nuno Artur Silva às 13:14 | link do post

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