Sexta-feira, 30 de Outubro de 2009

sonhava com uma cidade que não existia, uma cidade e a sua mitologia. os desígnios do acaso são insondáveis. encontrar na rua uma pessoa igual a nós, gémea, que nunca tinhamos visto antes. ana lógica é um nome invulgar. um gato chamado schrodinger, schro. filipe seems. não é o que parece. um detective muito particular. procurava perceber tudo aquilo e escrevia como se escrevesse uma história. ela não tinha passado. ou tinha um passado ilusório, que só era real na sua memória. no fundo, não é o que cada um de nós tem?... mas não era nisto que eu pensava. o que eu pensava naquele momento não era um pensamento, era música, pura música, e isso não se pode descrever. ucronia, o que não se passou em tempo algum. amnésia ucrónica? a história refeita logicamente, tal como poderia ter acontecido. tudo é ficção, acaso e destino, labirinto e jogo. os homens necessitam de fábulas e não há destino mais nobre do que povoar o mundo com as personagens das fábulas. bem vindo ao pavilhão da límpida solidão. orbis tertius design – projecto alice liddell. a casa das belas adormecidas. uma conspiração imaginária. a verdade é que não sei viver sem ser literariamente. a neve de lisboa. encontramo-nos no desejo. a história do tesouro perdido. caminhava pelo fundo do mar e respirava. respirava. um peixe esvoaçava. pensava: é um sonho. a maré descia. e depois acordava. encontramo-nos nos nossos corpos ou é só nas imagens que nos encontramos? a distância pode ser a mais íntima forma de duas pessoas se encontrarem. a lua irreal. guardamos segredos que não é tempo ainda de serem revelados. o tesouro da flor do mar. contam-se histórias desencontradas do seu naufrágio. a caravela estará afundada ao largo da costa alentejana. jóias e ícones das civilizações pré-colombianas. um mapa e um marinheiro. vergílio ventura e um velho cavalheiro da fortuna. o mapa e a mnemónica. o último lugar do mundo onde esperaria encontrar um marinheiro. o mapa é o tesouro? nota no lunário: ... eis a vida, a história de um tesouro perdido. percebes que estás perdido, quanto mais andas mais perdido estás, decides voltar para trás, procurar o sítio de onde vieste, mas não consegues encontrar o caminho de volta, voltas para trás à procura do sítio onde ainda há pouco estavas e já não o encontras. cada passo de volta é um passo para um sítio mais longe. e no que eu não acredito não desejo. ocupava os dias a tecer a trama de dezenas de histórias de cidade. real tv. no more images. e tu, perdeste o teu duende? segue a borboleta. o sonho do sonho. uma vez cruzámo-nos com uma tribo, descendentes de índios, que dormiam com redes por cima da cabeça para nelas ficarem presos os sonhos. são as minhas histórias, as redes dos meus sonhos. um ritual vodu. a imagem interfere com o meu corpo. fere o meu corpo. é uma songline, a borboleta, uma melodia tatuada no corpo, no sonho? esquece as provas, segue as pistas. só as pistas fazem sonhar.

 

* - trailer – conjunto de excertos de um filme, geralmente apresentado para anunciar a sua estreia; pessoa que segue a pista ou rasto de outra ou de qualquer animal.

 

       

 

 

(Clique nas capas para ver excertos dos livros)
 

 

 


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Nuno Artur Silva às 14:00 | link do post

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