Quarta-feira, 30 de Março de 2011

O Benjamim fez quinze anos. 

 

 

"Bom dia Benjamim" começou por ser um CD e um livro com um conjunto de canções que contavam a história de um dia da vida do Benjamim, um rapaz de seis anos, desde que acordava até que, de novo, se deitava. As canções e os pequenos diálogos entre elas reflectiam o universo real e fantasioso da vida das crianças daquela idade, desde a relação com os pais, a ida para a escola, os amigos, até aos sonhos e pesadelos, a morte do gato ou o mistério do Tempo. O passo seguinte foi fazer uma peça de teatro que estreou no CCB em 98, no âmbito do Festival dos 100 dias. O tempo passou mas para toda a equipa envolvida o sentimento foi unânime: este foi um projecto que marcou as nossas vidas. Não só profissionalmente mas sobretudo de forma pessoal, pelo que ele significou para cada um de nós. Foi um encontro feliz de pessoas de muitas áreas, que resultou numa memória gratificante para todos os que o fizeram. 

 

 

 

A ideia começou por ser do José Peixoto, que compôs uma canção para oferecer à sua filha Joana quando ela fez seis anos. O José desafiou o Paulo Curado para compor outras canções com ele e desafiou-me a mim para escrever as letras. Eu baptizei o rapaz e convidei o Miguel Viterbo e o Rui Cardoso Martins para escreverem comigo as letras e as pequenas histórias. Depois juntaram-se o João Paulo Esteves da Silva, para compor canções, e o José Salgueiro para também compor e produzir.

 

 

 

A Maria João foi a voz cantada do Benjamim e a Teresa Sobral a voz do Benjamim nos diálogos. Cláudia Cadima foi a mãe, Carlos Paulo foi o pai e Ana Brandão, o amigo André. A direcção musical foi do José Mário Branco e a sonoplastia e montagem do João Pedro de Castro. 

O boneco do Benjamim e toda a ilustração foram da autoria da Cristina Sampaio, e o design do álbum e do livro do Vasco Colombo.

Na peça de teatro o Benjamim (Teresa Sobral) tinha dois amigos imaginários: o Assim e o Assado, que diziam como é que as coisas eram. Um era o Marco Horácio e o outro o Miguel Andrade. A encenação era do António Feio.

 

 

 

Com os quinze anos veio a óptima e inesperada notícia de uma reposição da peça, numa nova versão, no CCB, em 2012. 

A possibilidade de o voltarmos a fazer é um regresso a um sítio onde somos felizes.


Aqui ficam as músicas cujas letras são da minha autoria. 

 


Arquivado em: ,

Nuno Artur Silva às 14:12 | link do post

Comentar:
De
 
Nome

Url

Email

Guardar Dados?

Ainda não tem um Blog no SAPO? Crie já um. É grátis.

Comentário

Máximo de 4300 caracteres




Bio Notas biográficas Currículos Fotos Links Acerca E-mail Work Livros Peças Episódios Artigos Ideias Notas Média Rádio English